Notícia
na íntegra
Vacinação em todas as fases da vida: um cuidado que vai muito além da infância
Por Cayo Borges
A vacinação costuma ser associada aos primeiros anos de vida, quando os bebês recebem diversas doses para desenvolver proteção contra doenças infecciosas. No entanto, esse cuidado não termina na infância. Manter a caderneta de vacinação atualizada é uma atitude importante em todas as etapas da vida, da adolescência ao envelhecimento.
As vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer determinados agentes infecciosos e a desenvolver uma resposta de defesa. Dessa forma, ajudam a prevenir doenças, reduzir complicações e diminuir a circulação de alguns agentes que podem afetar a saúde individual e coletiva.
Por que continuar se vacinando depois da infância?
Ao longo da vida, algumas vacinas precisam de doses de reforço, enquanto outras são indicadas conforme a idade, as condições de saúde, a profissão, as viagens e os riscos de exposição.
Na adolescência, por exemplo, existem imunizações importantes para prevenir doenças como o HPV e determinadas infecções meningocócicas. Na vida adulta, é necessário verificar se os esquemas anteriores foram completados e se há reforços ou novas vacinas recomendadas. Já entre os idosos, a imunização merece atenção especial, considerando o maior risco de complicações de algumas infecções nessa faixa etária.
Gestantes também precisam de acompanhamento específico, pois determinadas vacinas ajudam a proteger a mulher e podem contribuir para a proteção do bebê nos primeiros meses de vida.
O que acontece quando a vacinação está atrasada?
Deixar de receber uma dose recomendada pode comprometer a proteção esperada contra determinada doença. Por isso, conferir a caderneta periodicamente é uma forma simples de identificar possíveis pendências.
Se houver atraso, nem sempre é necessário recomeçar todo o esquema vacinal. Em muitos casos, as doses já recebidas são consideradas no planejamento da atualização, conforme as orientações do profissional de saúde e o calendário vigente.
Mesmo quem não possui a caderneta em mãos pode procurar um serviço de vacinação para receber orientações sobre como verificar e atualizar seu histórico.
Como manter a caderneta atualizada?
Alguns hábitos ajudam a tornar esse cuidado parte da rotina:
- Guarde a caderneta de vacinação junto aos documentos pessoais.
- Confira as doses recebidas e as próximas datas recomendadas.
- Procure um serviço de saúde para esclarecer dúvidas sobre reforços e vacinas indicadas para sua idade.
- Informe ao profissional de saúde sobre condições clínicas, gestação, alergias relevantes e medicamentos em uso.
- Consulte periodicamente o Calendário Nacional de Vacinação, pois as recomendações podem ser atualizadas.
Vacinar é cuidar do presente e do futuro
A prevenção começa com informação e continuidade. Manter a vacinação em dia contribui para reduzir o risco de doenças evitáveis e representa um compromisso com a própria saúde, com a família e com a comunidade.
A caderneta de vacinação não deve ser lembrada apenas em consultas pediátricas ou campanhas específicas. Ela é um instrumento de cuidado permanente, que acompanha as necessidades de cada pessoa ao longo da vida.
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